segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cara...

Cara, eu devia cortar você dos meus pensamentos. É meio foda fazer as minhas coisas cotidianas com você em mente. É que assim... digamos que o seu nome, a sua imagem, tem um efeito meio complicado no meu cérebro. É como se tudo desse uma pane, a mão começa a tremer, tudo embaça, dá um branco geral na mente. Parece que fui nocauteada pelo Anderson Silva, só que com continuo com um sorrisinho besta no rosto e aquela cara de apaixonada característica.

Às vezes penso que você é uma visão minha ou algo que imaginei em algum surto. Porque não consigo conceber tão bem a ideia de existir alguém com quem eu não arrume briga ou discuta por qualquer coisa. Pra mim é impossível existir alguém com sorriso bonito, conversa boa, ideia no lugar e tão gente boa.

A vertigem e a confusão são constantes em mim, nada fica coeso, logo é bem provável que o texto que está lendo seja só mais um emaranhado de pensamentos jogados no papel completamente desconexos.  Igual as nossas conversas, aquelas que eu sempre tento passar uma imagem de mulher calma e confiante, mas sempre sou a verdadeira personificação do caos. Mas quem se importa? Você me chamou de linda naquela nossa primeira conversa, um tanto estranha e sem coerência e dois dias depois me deu um beijo do qual não consigo, e não quero, esquecer. Creio que você não imagina o quanto eu fico feliz sempre que leio uma mensagem sua.É isso me dá vertigem e mini desmaios, tudo escurece por cinco segundos e o coração acelera, mas eu me recupero.

sexta-feira, 22 de março de 2013


Não sei perder as pessoas, nunca soube. Sempre preferi abandoná-las a ter que enfrentar, novamente, a dor de nunca mais ver seus sorrisos e sentis seus abraços. Mas acho que falhei homericamente com você, Saollo. 

Faz mais ou menos seis anos que decidi abandonar você e, mesmo assim, esse fato não fez com que a dor que sinto pela sua perda, há quase dois meses, tenha sido amenizada de alguma forma. E não ter conseguido me despedir me mata cada dia que penso nisso. 

Talvez essa forma maluca de tentar me proteger não tenha adiantado nada. Além de doer, aliás convivo com tal dor há uns bons anos, destroi tudo aquilo que um dia pensei ter edificado. Você realmente me passou a perna de novo. E obrigada por ser ter estado comigo, mesmo quando eu não merecia.

sábado, 2 de março de 2013


Não sou tão explicita. Nunca fui principalmente com os meus sentimentos. Coisa minha mesmo. Fico nervosa, tremo, choro, gaguejo e todas essas palhaçadas. Trava completamente nas mais diversas situações, me atrapalho com as mais variadas palavras, perco o jeito e já não sei onde me estou.

Mas… atualmente  eu venho tentando, e lutando para, expor o que tenho guardado aqui dentro do peito, nem que seja só um pouquinho. Venho num trabalho árduo de formiguinha para conseguir gritar ao mundo o que sinto, ao invés de estampar um sorriso bobo no rosto.

Não nasci para exposição.  Detesto gente olhando demais para mim. Só de ficarem assim, olhando-me, já é o bastante para qu’eu fique corada. Por isso tento ficar escondidinha, até meio longe de onde você fica, para tentar um pouco mais distante de todos. Acho que essa prevenção falhou miseravelmente.

Quem diria que eu um dia pensasse assim, gritar ao mundo que quero estar com alguém.  O destino vira, revira e nos coloca em situações constrangedoras. Situações que vivem nos colocando a prova de tudo aquilo que acreditávamos.

 Por isso é bom relacionar-se bem com o Destino, pois é ele que guiará a sua vida. Ele tem tudo planejado para você, e não adianta fugir. Cedo ou tarde o que foi traçado para você será traçado e vai se concretizar, mesmo que seja algo que teve inicio lá atrás. Ou seja, estou fodida. 

Entenda, tudo o que eu planejo, penso, almejo e trabalho sempre vai para escanteio. Como? Então, todas as vezes que ele me mandava alguma mensagem minhas mãos tremulavam e eu… bem , eu juro que estou tentando todas as possibilidades meu probleminha com exposição. Já aceito até doações de melancias como colares e chapéus à lá Carmen Miranda. 

Destino, seu desgraçado!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


Você me deixa tão feliz, com um sorriso tão besta no rosto e com o olhar tão cintilante que já não sei o porquê ainda insisto em voltar pra minha cidade. Que fica longe de você, do seu abraço, do seu sorriso e do seu sotaque implicante. Isso de “viajo porque preciso, volto porque te amo” não tá rolando. Tá acontecendo o inverso e eu fico com o peito apertado de saudade cinco minutos depois de ouvir você dizer ”Tchau, pequenininha!” e me dar um beijo na testa.  Será que não dá pra ter um acordo?

sábado, 12 de janeiro de 2013

Historinha....


Bom, essa é a minha história. Eu, Andreza, 20 anos e estudante de Letras vos escrevo. É uma história até que curta dura só 20 anos. Prometo ser breve.

Ok, vamos lá. Sou a filha mais velha do segundo casamento da minha querida mãe, além de mim tem minha irmã que é pouco mais de um ano mais nova do que eu. Papai é militar da aeronáutica, mamãe, durante a minha infância e grande parte da adolescência, dona de casa. Uma linda família de moldes tradicionais e mimimi. Só vai ter um porém. Sempre fui tida como A inteligente da casa, aquela que tinha futuro e blábláblá, mas chega um dia que a criancinha perfeita “quebra”.

Mais ou menos com sete anos fui diagnosticada com epilepsia e passei a tomar um remédio, que jamais lembrarei o nome, e que me deixava dopadona. Era tomar o remédio e dormir. Mas o remédio NÃO surtiu efeito e eu continuava a ter repetidas crises epiléticas, resultado: meu pai foi atrás de convênio e fizeram uma bateria de exames e trocaram o remédio para: GARDENAL. O Gardenal surtiu o efeito previsto e não tive nenhum efeito colateral, quer dizer, só as piadinhas e o bullying tradicional que fazem. Bullying também rolou quando comecei a usar óculos, quando usei aparelho, porque sou baixinha, etc. Bullying e eu somos amigos íntimos.

Vamos pular alguns bons anos, vamos aos quinze/dezesseis anos. Lembra-se da epilepsia? Então, no começo do tratamento uma médica disse pra mim e pro meu pai que meu tratamento ACABARIA quando eu completasse dezoito anos, mas vamos ao desenrolar da história. Acabei trocando de médica e consequentemente de remédio. Comecei a tomar um chamado Depakene e ele teve um efeito colateral pra lá de grotesco no meu corpo. Engordei 15kg em menos de quatro meses. E sabe o que aconteceu comigo? BULLYING! Mas não só bullying “charmoso” e “camarada” dos coleguinhas de escola, mas também da minha querida mamãe. Minha mãe sempre separou muito bem os apelidos dados a minha irmã e a mim. Pra minha irmã era “baleia” e pra mim “vara-pau”, mas mudou. Ela começou a me chamar carinhosamente de baleia pra baixo. E eu que nunca fui um poço de estabilidade psicológica (tema para outro texto), surtei J.

Não foi um surtinho. Meu surto foi do tipo: fazer escândalo pra trocar o medicamento ou eu paro de me tratar! Beleza, o escândalo funcionou. Hoje penso que poderia não ter funcionado e que eu seria feliz e com uma saúde ótima. Enfim, troquei mais uma vez de remédio, desta vez para o Topiramato ou Topamax como é mais conhecido. Também teve um efeito colateral bizarro no meu corpo (e um rombo no orçamento familiar gigantesco), só que dessa vez o efeito foi inverso. Os 15Kg que eu tinha ganho foram embora e levaram junto mais cinco e minha saúde física e mental.

De quase 65kg eu fui pra 45kg em menos de DOIS meses. Estava magra de novo, aliás, estava beeeem magrela. Mas meu cérebro não associou essa informação. Eu me olhava no espelho e continuava a me achar enorme, gorda e gigante. E sendo bem sincera, o seu cérebro pode te enganar e, caso queira, planejar sua destruição quando ele quiser. Vai por mim, eu sei do que estou falando.

Sabe anorexia, bulimia? Então, foram parceiras minhas. Mais a anorexia, vulgo Ana, que a bulimia, vulgo Mia. Olhar-se no espelho e se sentir feia é comum, normal, mas se sentir diminuída, com vergonha de si mesma, querendo sumir por causa do seu corpo e se machucar por isso é outra coisa, é outro nível. Não é brincadeirinha de adolescente que quer chamar a atenção, como muitas vezes escutei, é coisa séria. É algo que afeta a vida da pessoa pra sempre.

A Ana me deixou sérias consequências. Muitas deles carrego comigo até hoje. E não, eu não acho bonito eu gritar ao mundo que eu não comia por dias. Acho muito vergonhoso. Quando comecei a me sentir mal com meu corpo e surtei não só parei de comer como encontrei meios para não sentir fome. Estudei muito por cima como funcionava o corpo humano e saquei como driblar a vontade de mandar calorias pra dentro do corpo. Fiquei viciada em ler tabela nutricional, aliás, até hoje leio tudo o que como e pesquiso tudo o que penso em comer. Imprimi inúmeras tabelas com os números de calorias e sabia de cor quanto uma bala de coco afetaria meu organismo. Jogava fora metade da comida que colocava no prato, que já não era muita, quando não vomitava tudo. E chorava, chorava muito.

A neura de emagrecer é bizarra. Eu já tinha perdido tudo o que precisava, mas queria mais. E de 45kg fui perdendo um quilo por vez. Até que cheguei aos 42kg e percebi que não conseguia mais emagrecer e comecei a ficar deprimida e procurar mais meios de como emagrecer. Loucos não assumem que são loucos, magros sempre se chamarão de gordos. Eu já estava pior que o Daniel Johns, mas nunca aceitaria aquilo. Aquela essa altura meu estomago já tinha ido pro espaço.

Durante todo o tempo que fiz essas grandes bizarrices eu sempre achei que todos estavam contra mim. Que ninguém queria me ver feliz. Que não entendiam o meu propósito, que não entendia a beleza que eu via e que eu queria. Na verdade eu só estava me destruindo e tentando me matar e graças a alguns bons amigos eu sempre fui impedida disso. Graças a alguns que me deram tapas na cara, me apontaram o dedo e gritaram comigo me chamando de louca e ameaçando me internar. Graças aqueles que me socorreram quando eu desmaiei no meio da rua e dentro da sala de aula. Graças aqueles que fizeram cara feia e me obrigaram a comer. Graças aquele que chorou no meu colo porque eu estava muito magra. Graças ao cara que disse: se você não comer, eu também não como. Graças a inúmeras atitudes.

Hoje metade das coisas que aconteceram realmente me afetam, sempre reinterarei isso. Baixa autoestima pode ser colocada em primeiro lugar, mas esse é o pior dos problemas. Enquanto todos se entopem de comida quando estão nervosos ou coisa parecida, eu não sinto fome nenhuma. Posso passar horas sem comer e não sentir fome, muitas vezes eu só como por vontade de comida mesmo. Qualquer coisa que me abale é uma certeza que dois ou três quilos serão perdidos e será um trabalho de, pelo menos, quatro meses para recupera-los.

Mas sabem, mesmo com a tremedeira das minhas desordens neurológicas, meus quatro olhos e a boca de ferro, da qual me livrei, foi tudo sempre de boa. Eu sempre levei na esportiva e tirei de letra todas as dificuldades que tive com todos os itens supracitados, mas não com meu corpo. Ok que até hoje sou mega encanada com minha aparência e com todo e qualquer detalhe do meu corpo, mas consigo ser mais leve e fazer até piadinhas com isso.

Essa é a hora que eu deveria concluir, mas bem... eu não consigo. Ainda faço tratamento de epilepsia e vivo me vigiando, e sendo vigiada, pra comer pelo menos uma vez ao dia. Não dá pra colocar um ponto final e dizer: VIU GENTE, ME CUREI DE TUDO! SOU LINDA, UMA PRINCESA! Não existe cura, nem pra epilepsia, nem pra anorexia/bulimia. Amanhã eu posso estar jogada na rua tremendo, ou ficar não sei quantos dias sem comer. Não sei o que a vida determinou parar mim. A única coisa que eu sei é que eu tenho que esperar, esperar e me manter o pensamento firme. Porque se eu não morri antes dos dezoito anos não é depois deles que irei perecer.

terça-feira, 13 de novembro de 2012


Ok, vamos aos fatos:

Eu não quero te pegar, simples assim.

Quer motivos? Ok também.

Primeiro que você é pior do que aquelas malditas ressacas de segunda-feira, só que sem a parte de ter passado por momentos bons enquanto bêbada na madrugada de domingo.

Segundo que você é machista. Sabe aquele tipo de pessoa que parece ter uma gigantesca falta de maturidade e segurança ou quanto a própria sexualidade e masculinidade? Aí resolve descontar em quem não parece machinho alfa de filme holywoodiano ruim dos anos 80? Então, você é assim (e não diga que não é porque você sabe que é, nao disfarce).

E terceiro e o mais importante:

EU NÃO SINTO NEM UM COMICHÃOZINHO DE TESÃO POR VOCÊ!!!!!

Entendeu agora?

Karen Silva

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Venha e una seu corpo ao meu. Façamos poesia concreta por entre minhas coxas, cantemos extonteantes óperas com nossos ofegantes gemidos e criemos arte surrealista com a fricção de minha língua no teu corpo.

Vamos jogar fora os padrões pré-estabelecidos do amor e trangredi-lo através de tapas, arranhões, gritos e puxões de cabelo. Permitindo que o desejo carnal e impulso febril seja nosso guia. Ficando cegos ao mundo externo que não nos dê gozo e ardor.

Que o tesão seja o combustivel inegavel da nossa noite e que deixemos que o tato seja o nosso principal sentido. Usemos bocas, línguas e dentes como extensão deste sentido para ampliar os sons que vem do mais profundo da garganta.

Vamos pintar um quadro cubista em meio aos feixes de luz. Um quadro com as cores vivas do nosso gozo, do nosso prazer. Faça isso com gosto e com amor para mais que mais tarde nosso obra prima seja exposta.

Obra que ficará a mostra em nossos corpos por tempo determinado e limitado. Com formas de roxos, vergões e chupões. E se recriminarem e olharem torto, nem se importe. Tais pessoas frígidas jamais saberão a delícia que é te chupar e nunca me farão urrar de tanto prazer.

Nos dias que seguirão se a nossa lasciva noite estaremos com o sorriso mais delator nos lábios e aquele brilhos nos olhos de quem acabou de tirar a sorte grande. Todos saberão que algo aconteceu, pelas marcas deixadas, pelo sorriso, pelo brilho no olhar, mas nem 10% do que aconteceu naquela cama poderá ser imaginado por tais criaturas.

Criaturas infelizes e que não têm um orgasmo decente há anos. Seres que são robôs e não sonham a noite. Ah, meu bem, eles não têm capacidade de amar uns aos outros com tanta intensidade como fizemos naquela noite.

domingo, 4 de novembro de 2012


O espaço entre o trem e a plataforma é inexistente quando se trata de Estação Sé às seis da tarde. Aliás, nesse horário não há espaço naquele lugar! Todo metro quadrado é tomado por um batalhão de pessoas com os mais variados destinos. E a única certeza que se pode ter é que esse é o ponto de encontro que a cidade de São Paulo escolheu, quer dizer, decretou como único e supremo. E nessa supremacia toda, todos se suprimem, ficam espremidos, sufocados, doloridos e com uma vontade enorme de matar o filho da puta vossas costas para dentro do vagão.

Caso o inferno exista, um de seus portais é aberto pontualmente às cinco e meia da tarde, porque tem que encher a plataforma e causar o caos, de segunda a sexta feira nessa bagaça de metrô. E o pior é que o sofrimento não vai acabar quando você entrar no vagão, ó tão sonhado vagão, ele vai piorar!

Imagina que a chegada do metrô na plataforma é como jogar na Mega Sena, ou melhor, jogar Truco. Você precisa ter sorte, pra chegar um vazio, muita manha, pra conseguir um lugar sentado, e ser bom de blefe, pra poder mentir pra si mesmo que aquele desgraçado atrás de você não te empurrou e/ou não está te encoxando.

Ok, muitas vezes não é possível ser um exímio jogador na arte do metrô, principalmente na Sé. Pois quanto mais o metrô se aproxima da plataforma mais o clima de tensão aumenta e é só abrir as portas que é cada um por si! É declarada guerra, vale tudo, Pride, MMA, treta, salve geral, chame do que quiser, mas só lembre-se de levar a mochila/bolsa na frente do corpo, cuidado com o celular, olha a mão boba, libera o banco preferencial, malandrão, e comece a entoar um mantra pra relaxar, logo você chegará ao seu destino final. Mas se empurrar leva xingo e se meter a mãe no meio leva um tapa na fonte pra dar sinal de ocupado até a próxima vida.

sábado, 13 de outubro de 2012


Minha terra têm muito prédios
Um trânsito caótico e estressante
As aves que aqui gorjeiam
São os canários encarcerados
Minha terra tem caos e gritaria
E estão acabando com a boêmia
A cultura virou artigo de luxo
E a periferia é tratada como lixo
Lá encontro um pedinte no farol
E uma Ferrari dobrando a esquina
Eu, eu não aguento mais!
Deus, caso exista, não permita que eu morra
Sem que eu veja São Paulo reerguida
Sem que eu veja o Centrão colorido
E que o amor volte a São Paulo


Andreza Maciel


domingo, 7 de outubro de 2012


Há alguns meses quem diria que nós dois estariamos assim? Quem de nós dois imaginaria que aquele abraço e aquela longa conversa resultaria nisso tudo?

Engraçado, louco, incrível pensar que nesses cinco meses, que eu acabei de contar, a sucessão de eventos que nos aproximaram foi espantosamente rápida e espontânea. Muito bom saber que até então tudo caminha bem. Confesso que adoro a sensação de certeza que você me passa. 

Você aprendeu a lidar com os meus xiliques, com as minhas sandices e minhas birras. Sabe me desarmar completamente, mesmo quando estou pronta para explodir. Só uma frase consegue fase o dia inteiro valer a pena. Acho que é que tem que ser assim.

Saudade sempre existirá, mas enquanto você estiver aí pra segurar a minha mão tudo vai estar bem. E se não tiver bem, a gente arranja um jeito de ficar :D 




e depois de tanto tempo com isso preso consegui escrever um mínimo do que eu queria :) 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sorriso largo nos meus lábios é sinal que você veio na minha mente. É sinal que estou pensando em estarmos juntos, que estou ouvindo aquela música que te mostrei há algum tempo.

Obrigada por tudo. 

domingo, 19 de agosto de 2012

Ela...


“Eu não vou te perder!” Foi a última frase que ouvi dela. Ela que um dia mudou minha rotina, roubou meus dias e quase tinha minha vida, hoje me apresenta a nobre arte da decepção.

Não aguentou um mês. Sua insanidade não permitiu. O que eu vou fazer a respeito? Farei uma faxina na minha vida para colocá-la nos eixos. A oportunidade de aprender com a dor é tão única e mágica que devíamos ter sempre conosco um caderninho para anotar suas lições.

“Ainda sinto o seu perfume...” Vê se pode coisa dessas?! Ela brinca com o tom de seriedade que emprego na conversa. Creio que devia avisá-la que não há porquê voltar, que eu não penso mais em segui-la.

Sei que tudo parece estranho, que todo mundo quer cuidar de mim, mas a verdade o que eu quero é cair. Não tem porque se lamentar! Vamos ver no que dá quando ela aparecer a minha porta.

“Você me faz tão bem!” Tenho que confessar: existe outra pessoa em seu lugar, embora isso me doa, não vai dar.

Não quero mais a sua insensatez. Não vem com esses ciúmes me atrasar. Não sou sua. Já não vejo mais o velho rosto que amei.

“Espera! Brinda comigo?
O que?
A minha coragem! Eu não vou te perder!”

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Lágrimas e sorrisos

Chorar lava a alma. Meu choro geralmente vem cheio de significados, trás consigo tudo o que carrego durante meses calada. Ou mesmo transborda a alegria que não consigo guardar dentro do peito através dos meus olhos.

Esses meus olhos que carregam lágrimas que ora pesam toneladas, ora são mais leve que a brisa da manhã. Lagrimas de pesar, dor e tristeza que podem muito bem transformar-se em alegria, emoção e amor. Lágrimas que escorrem pelo meu rosto e salgam meus lábios. Trazendo a minha boca a minha própria essência. Essa essência sentimental e transbordante.

Minha essência é extrema. Sorrio e choro ao mesmo tempo, entendendo o porquê de tudo estar acontencendo daquele modo. Agradecendo por tudo estar sendo assim, maldizendo por tudo estar sendo assim. Olhando para meus pés, com os punhos cerrados, com mil pensamentos passando em minha cabeça e a certeza de que tudo vai mudar, para melhor ou para pior. Essa certeza ronda meus sorrisos salgados de lágrimas, os rios formados em minha bochechas e meus olhos transbordantes.

Só resta limpar essas lágrimas que escorrem pelo meu rosto, fechar suavemente os olhos, rever com calma os mil pensamentos que passaram na minha mente e sorrir como nunca. Pois não só meus olhos lavam minha alma e transbordam tudo o que trago dentro de mim.

Meu sorriso compõe o mais singelo e simples dos meus estados. Sorrio em todas as ocasiões, mesmo estadando triste. Meu sorriso é caracteristico, mas a minha certeza de que só há um de felicidade é o que me ergue sempre.

Não preciso fingir sorrisos tristes ou segurar lágrimas de felicidade. Eles ocorrem naturalmente. Meus extremos são assim. Às vezes acontece de ambos estarem presentes e a confusão reinar.

Confusão. É, quem sabe não é essa a palavra que me descreva.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Culto ao foda-se



Apresento-vos meu singelo culto a expressão "FODA-SE". É com bastante orgulho que faço isso. Não só por estar estressada, de TPM ou algo parecido, mas por simplesmente ficar mais leve e livre de "n" fardos que vem arrastando-se comigo desde o começo do ano. 

Então, foda-se a faculdade, as aulas, a greve, a Dilma, o Mercadante, o Haddad, o Serra, o próximo prefeito desta cidade, os marqueteiros desses desgraçados e quem vai votar neles. E com isso alivio um pouco do meu stress político que venho acumulando. Ah, claro que não posso esquecer mandar um foda-se para a mulher de cabelos vermelhos e piercing que diz acreditar no conservadorismo e quer refundar o ARENA.

Por todos os meus problemas amorosos e correlatos, foda-se o meu ex-namorado, a Bianca, o cara que está querendo que eu pendure uma faixa escrita NÃO na rua dele, o cara que deixou minha bochecha com três roxos e saiu me caçando no dia seguinte, o cara que não sabe levar um não singelo, a mulher louca que me liga chorando, todos os caras que não largam do meu pé, todas as mulheres que me ameaçaram, todos que me deram fora e as paixões relâmpagos.

Por todo stress cotidiano, foda-se o cara que me chamou de gostosa na rua, o tio do boteco que me negou uma cerveja, a velha que gritou comigo sem motivo no metrô, a babaca que deu um tapão na minha nuca, o bibliotecário que bloqueou meu cadastro por um dia de atraso, os caras com quem já briguei em transporte público por terei me bolinado, a todos os cuzões existentes no mundo.

Por todo meu stress profissional e acadêmico, foda-se os livros, meus escritos, os teóricos e suas teorias, a gramática, a fonética e fonologia, a linguística, a minha graduação inteira, a preparação de aula, a docência, o magistério, a revisão de textos, os artigos, os ensaios, os projetos, as dialéticas e tudo relacionado a Letras!

Simples e viceral, foda-se. Foda-se você também, que está lendo agora. Vamos todos nos foder e fazer da vida uma grande suruba.

domingo, 5 de agosto de 2012

Es complicado, it's complicated, c'est compliqué, é complicado. Complicado, enrolado, difícil, distante. Tudo junto, uma mistura, mas mesmo assim é tão bom que não afeta tanto. Não afeta nada. Só aumenta vertiginosamente, exponencialmente. Só potencializa o que está acontecendo e tudo vira brincadeira, um jogo.

Não quero parar de brincar com este jogo tão cedo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Pura poesia

Sou pura poesia. Poesia viva, errante, mutante e andante. Sempre um versinho ou uma estrofe. Às vezes com métrica perfeita de um soneto clássico ou perdida na deliciosa viagem modernista. Feita de rimas com amor e dor ou mesmo dispensando tais clichês e partindo pra alegria e pro livre viver.

Em perfeita harmonia com um decassílabo heroico ou com dísticos iâmbicos. Pequena como Leminski poetizava e extensa como uma Ilíada ou Odisseia de Homero. Ora a boêmia que viverá uma vida transloucada e errante e outrora a miúda que come chocolates. Com a psicologia de uma vencida, fracassada e ignorada, mas também de uma guerreira, audaciosa e lutadora.

Às vezes visual e concreta, mas muitas vezes dadaísta e sem forma. Muito confundida como para poucos e de uma elite, mas sempre caindo na farra no meio do povão, sempre na taberna com um copo na mão e amigos no chão. Na medida certa, ou não, para amigos, amores, paixões e principalmente para a vida. Podendo ser traduzida para outras línguas.

Há pessoas que ousam musicar-me. Tem gente que me sintetiza em quatro versinhos e existem aqueles que me prolongam por epopeias. Sendo passarinho ou gouche, de canto em canto aumentando um ponto. Indo para Pasárgada e depois sonhando em voltar do exílio.

Expressionista, surreal, contemporânea, não importa. O que vale é a livre expressão. Expressão que segue a livre métrica e o livre pensar de quem a pena ousar empunhar. Ousadia digna de guerreiros com espadas, lanças e escudos. Mas tal ousadia não necessita de força, apenas de inspiração. E a inspiração, meu caro, é um esforço muito mais desmedido que qualquer força bruta existente nesse mundo.

Poetize meus sorrisos e o rubor de minhas bochechas que entenderá o que digo. Entenderá a simplicidade de tudo e de nada também. Venha ser parte, também, da minha obra-prima: a minha vida!
Quando mais se precisa de algo nunca se acha, quando menos precisa de alguém é aí que aparece. Quando se está decidida a só curtir a vida o destino vem e te passa uma rasteira. E para te ajudar a levantar vem aquele cara de sorriso largo, te estendendo a mão e brincando com você.

É minha cara, a paixão não vai te dar nenhuma trégua.

terça-feira, 24 de julho de 2012


O mundo dá tantas voltas que, às vezes, nos leva a um lugar tão comum a nós que não imaginamos que é lá que tudo mudará. Num piscar de olhos a vida passa e não há tempo hábil para aproveitá-la como se deve. Então se descobre que o melhor é abrir os braços e aceitar de peito aberto a oportunidade que lhe é oferecida.

Aberta para toda e qualquer oportunidade de trazer um sorriso iluminador no rosto. Livre e leve para o que der e vier, sempre sabendo que nada poderá ser tão ruim que uma boa dose de risadas com amigos não cure. Permitir-se a novas experiências e se jogar de cabeça em toda e qualquer aventura que encontrar.

Sei que tudo que foi escrito acima parece ter sido redigido por uma garotinha boba apaixonada, mas eu realmente não posso fugir desse estereótipo. Estou boba com tudo o que vem acontecendo na minha vida e apaixonada não só por ela, mas também por alguém que só me faz sorrir a todo o momento que lembro do seu sorriso e de tudo o que me disse. 

Visto a carapuça de idiota, já que essa idiotice está me fazendo tão bem. Juro nunca ter pensado em tal coisa, nunca ter sentido tanta saudade de conversar com alguém e, mesmo assim, sentir uma atração física quase incontrolável. Sei que sou louca, mas antes uma louca apaixonada e feliz do que uma louca deprimida e infeliz. 

Estou me permitindo experimentar, ou mesmo me lambuzar, com a doce insensatez para levar tudo isso em frente. Vou ser feliz, mas vivendo um dia de cada vez. 

domingo, 15 de julho de 2012

Por favor, não vá! Fique mais um minuto, uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano… uma vida!

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?


Ferreira Gullar


Gullar traduzindo o que sou neste exato minuto. Amanhã posso mudar, já não sei ao certo :)