Sonhos são engraçados. Há semanas atrás eu tinha um sonho e jurava que ele se realizaria. Hoje ele está na minha caixa de sonhos impossíveis. Isso que é uma reviravolta!
Mas sonhos, planos, são algo que não temos muito controle. Quando criança eu disse que queria ser professora, hoje sou professora, mas antes quis ser médica, fisioterapeuta e atleta. Ah, como sonhei em ser atleta! Tive lindos sonhos com uniforme da seleção brasileira de natação e com pódios conquistados mundo afora. Hoje é uma doce lembrança.
Não fui uma menina tão comum. Digamos que enquanto muitas amigas minhas sonhavam com casamento eu sonhava com o meu futuro. E só meu! Nunca consegui incluir ninguém nele, eu achava desnecessário ficar pensando no futuro que alguém me daria se eu poderia traçar todo ele. Sonhei com minha graduação, meu mestrado e doutorado e nunca inclui um casamento no meio do caminho. Sonhei com filhos, confesso. Mas sempre sonhei em adotar.
Nunca fui convencional. Pensei a minha vida para ser vivida solitariamente. Planejei e contei dias, meses e anos para que muitas coisas chegassem. Mas há pouco mais de um ano tudo mudou e me vi mudando todos os planos. Me peguei sonhando e planejando uma vida a dois. Sonhei uma vida compartilhada, sonhei com casamento e com tudo que isso poderia acarretar. E não me importava de largar ou abrir mão de tudo que um dia planejei para ter isso.
E em menos de uma semana estou tendo de desenterrar todos os meus planejamentos e sonhos iniciais de adolescente e agora tentar pô-los em prática novamente. É a vida nos prega peças.
quinta-feira, 15 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Segue, ela segue
Não consigo ficar calada. Não consigo focar em outra coisa. Todas as minhas reflexões vão para o mesmo ponto. Aceitei, sim já aceitei. Não quero que continue "cuidando" de mim, não há mais plural.
E acho que o que mais encrenco é com o plural. Com o que antes eu sonhava com o nosso, compartilhado e plural agora é só meu, ou só seu, de posse única e singular. E nesse ritmo de desejar e correr atrás da NOSSA vida e da pluralidade eu esqueci que eu tinha a MINHA vida e fui perdendo a minha singularidade.
Foi bom? O tempo dirá. E a minha incontancia também. O que antes pra mim havia sido decidido já não posso afirmar com tanta certeza, há responsabilidades e felicidade em jogo. Pensar nisso me faz voltar atrás e tomar outras decisões, que vão além do que eu realmente queria.
Mas a vida continua :)
E acho que o que mais encrenco é com o plural. Com o que antes eu sonhava com o nosso, compartilhado e plural agora é só meu, ou só seu, de posse única e singular. E nesse ritmo de desejar e correr atrás da NOSSA vida e da pluralidade eu esqueci que eu tinha a MINHA vida e fui perdendo a minha singularidade.
Foi bom? O tempo dirá. E a minha incontancia também. O que antes pra mim havia sido decidido já não posso afirmar com tanta certeza, há responsabilidades e felicidade em jogo. Pensar nisso me faz voltar atrás e tomar outras decisões, que vão além do que eu realmente queria.
Mas a vida continua :)
Começo e fim
Nenhum começo e nenhum fim são esperados. Eu são acredito que um esteja tão próximo ou seja subsequente do outro. São tão distintos que não consigo traçar um paralelo entre eles.
Enfim. Sei que nada na vida é como queremos, pois se fosse assim o mundo seria perfeito e, sinceramente, sem graça alguma. Também sei que tal decisão é definitiva. E, embora, eu teime em dizer que não até mesmo minha esperança me diz que sim. Ela me joga isso na cara e eu, irredutível, ainda não aceitei.
Porém, revejo tudo. É. Esta é a verdade. Exposta para quem quiser ver. E eu sei o que deve ser feito. Prometo que vou afzer o que é melhor pra mim e para você. Apoio a sua decisão e já tomei a minha. Tenho um rumo certo a seguir e espero que ele me leve a lugar bom.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Perdi
Um pouco de inspiração. É disso que eu preciso nesse instante. Acho que perdi tudo o que tinha. Creio ter perdido meu chão, meu mar, meu ar... meu mundo?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O tempo passou
Acho que ainda não arrumei um jeito eficaz de... de, bem, expressar o que você REALMENTE significa para mim. Não sei se por falta de jeito, timidez ou orgulho mesmo. E você bem conhece o quão sou orgulhosa, ou pelo menos fingi tão bem para mim que me convence. É fácil notar que não sou explícita e, que muitas vezes, sou tímida e recatada. Realmente meu comportamento não demonstra isso, mas é verdade, JURO! Sei que muitas vezes te magoei, muitas vezes agi de maneira que o atingiu de maneira negativa. Criancice da minha parte, reconheço. Todas às vezes que isso aconteceu me martirizei eternamente, me arrependo de cada briga, discussão e magoa que provoquei. Mas o que eu quero te dizer, do fundo do meu coração, é: Obrigada!
Não um simples “obrigada, você me ajudou muito!” é muito além disso. Um obrigado por simplesmente ter iniciado uma conversa comigo e entrado na minha vida, e você não sabe o quanto hoje sou grata aquele dia que não fiz nada aos meus quatorze/quinze anos. É um obrigado por entender o meu lado, me ajudar e nunca se esquecer de mim. É mais ou menos assim: Obrigada por tudo o que você me proporcionou nesse tempo.
Nesse tempo que nos conhecemos, são quatro/cinco anos, eu aprendi, e muito, a admirar você. O seu jeito seguro, mas também tão calado, que contrasta diretamente comigo me faz entender o PORQUÊ de ter te conhecido. E, mesmo que distante, aprendi muito com você. Torci muito e me preocupei muito. E mesmo eu sendo chata pra caralho e sumindo, você me agüenta e sempre vem falar comigo com.... com um sorriso lindo (:
Lucas, isso que eu escrevi é só uma fração mínima do você representa para mim. Sei que não é lá essas coisas, mas é o que consegui escrever.
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