sábado, 23 de abril de 2011

Sou inconstante e mutante. A cada dia tenho uma história nova. Não sei viver sob uma rotina ou entre quatro paredes, sou livre! Eu sou minha. Não ligo mais para o que pensam ou falam de mim, aliás, até faço graça com isso. Não consigo viver na solidão, mas as pessoas me cansam. Imagino coisas fantásticas. Só levo pra frente aquilo que realmente me interessa, mas me envolvo com diversas coisas. Sorrio por coisas tão simples que me entedio com as complexas.


Andreza Maciel

Tava perdido entre meus cadernos, papeis e lembrança=). Não é uma descriçao minha... é uma personagem que criei.Um dia osto um texto que fiz sobre ela^^

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ais

Ancestrais umbrais, umbrais... e nada mais. Desiguais, celestiais. Celestiais? Jamais. Tais umbrais, umbrais... e nunca mais. Desculpais, umbrais, umbrais... e nada mais. 

Ais, ais, ais....

Iguais, ais, ais... e nada mais. Mais e mais, sinais, sinais! E nada mais. Ancestrais umbrais, umbrais... e nada mais. Rituais, infernais! Infernais? Nunca mais. 

Ais, ais, ais...

Tais umbrais, umbrais... nunca mais. Ais, mortais! Vais... nunca mais. Usuais ais, ais... nunca mais. Umbrais ancestrais, ancestrais... nunca mais.

Ais, ais, ais...

Fatais, desiguais, desiguais... nunca mais. Musicais, ais, ais... nunca mais. Mortais celestiais. Celestiais? Nunca mais. Infernais umbrais, umbrais... nunca mais. 

Ais, ais, ais...

Umbrais, mais e mais... mais e mais. Nevermore!
Andreza Maciel

Composição feita a partir da tradução do poema O Corvo de Edgar Allan Poe. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Feliz =D

Um dia uma amiga muito querida me disse com sábias palavras que felicidade são pequenos momentos que temos em toda a nossa vida. Realmente, concordo com ela. Agora eu estou vivendo uma onda de felicidade e logo sei que ela caíra em declínio, mas quer saber, é muito bom ter consciência da ressaca que você terá quando algo é forte e muitas vezes descontrolado.

Minha felicidade tem mas ou menos um mês, começou minha faculdade LINDA de letras, fui inserida nesse mundo maravilhoso de literatura, linguística, história, filosofia(árabe xD) e tudo o que a faculdade me oferece. Comecei meu trabalho voluntário como professora no cursinho popular Salvador Allende da Rede Emancipa, o cursinho funciona aos sábados na minha antiga escola e sinceramente eu ADORO chegar lá ver pessoas com quem já tive contato, ensiná-las e ver nos rostos delas a vontade de passar no vestibular*--*

Claro que minha família e meus amigos fazem parte da imensa felicidade que hoje me encontro, mas esses dois fatos que citei têm sido um motivo de orgulho para mim. Superando minha expectativa. Eu posso reclamar de pegar o ônibus e demorar 1h para ir pra faculdade, mas chegando lá tudo passa, na sala de aula tudo se transforma e fica tudo mais alegre principalmente quando é aula de linguística ou de leitura e produção de texto. Eu também poderia fazer milhares de coisas aos sábados, mas doar uma hora do meu dia não vai doer e é por uma boa causa.

Mesmo que eu seja fria e muitas vezes grossa e rude com as pessoas... ah são só fases =), sou transparente demais pra deixar que não percebam a minah alegria xD

terça-feira, 22 de março de 2011

Filha da putice x carinho

-Sabe queria te contar uma coisinha.

-Ah, sério?! O que? Conte, estou muito curiosa!

-Entããão, é que assim.... você sabe o que sinto em relação a você né?

-Ain, não sei não, o que você sente?!*--*

-Eu sinto TOTAL DESPRESO POR VOCÊ!

-COMO?!

-É, é isso mesmo! Ah, que alivio! Consegui expor esse sentimento que me corroia, agora sai da minha frente sua infeliz!

-Mas, mas, mas você não ia dizer que me ama? D=

-JAMAIS! Você acha que eu teria algum sentimento positivo por alguém que só sabe choramingar e ficar de mimimi o tempo inteiro? Ah vá!

-Seu grosso, estúpido e AAAAAAAAAAAAH! Adeus!
___
Pronto, agora que ela vai ficar com ódio de mim. E vai crescer e amadurecer só para mostrar para me mostrar o que estou perdendo.  Poderia ser diferente? Claro, mas não surtiria o mesmo efeito. Às vezes ser filha da puta dá mais certo do que ser amoroso e/ou carinhoso.

Andreza Maciel

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mais uma poesia

Sempre deixei claro que ADORO poesia e aqui vai mais uma, dessa vez em homenagem a minha queridíssima Talita, ou Thatuska, como preferirem. Enfim, é um poema de John Donne que chama-se Elegy XIX To his Mistress Going to Bed, no original traduzido é Elegia: Indo para o leito. Colocarei só a versão traduzida porque né. Se quiserem em inglês procurem vocês ;*


ELEGIA: indo para o leito
Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado.
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
o que ele guarda, quieto, tão de perto.
o corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
o que o meu anjo branco põe não é
o cabelo mas sim a carne em pé.
        Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima em baixo, entre.
Minha América! Minha terra  à vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu Império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
onde cai minha mão, meu selo gravo.
        Nudez total! Todo prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
o olho de tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados, a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
        Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.

John Donne
Tradução: Augusto de  Campos